segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Culturata do samba e da solidariedade encerra 7ª Bienal

Saudade é uma das palavras que existem apenas na língua portuguesa, sendo uma das mais difíceis em ser traduzidas do mundo. A definição de samba também não é simples. Muito mais do que um ritmo musical, uma dança ou uma manifestação cultural brasileira, samba é uma ideia, um jeitinho, um sentimento ou uma forma de combate.
Com saudade e com samba, iluminados pelo colorido do por do sol em Ipanema, oito mil estudantes realizaram a Culturata de encerramento da sétima Bienal da UNE, na tarde desse sábado (22). Delegações de todos os estados, junto a estudantes do próprio Rio e da população local desfilaram em um bloco do posto 9 até o Arpoador, puxados pela energia incessante da bateria do grupo Carmelitas de Santa Teresa.
A Culturata fez jus à proposta da sétima Bienal que, ao eleger o samba como forma de combate, deixou de lado o medo de que o Brasil se transforme em um grande carnaval de festa e lutas, sem prazo para a última batida. Para endossar essa idéia, fizeram sua parte, com muita animação, as alas do Afoxé Dragão do Mar e o Bloco dos Valetes. Ao término da caminhada, os oito mil estudantes aplaudiram o por do sol de Ipanema, deixando que o dia terminasse de forma harmoniosa e marcando uma doce despedida para os jovens que ocuparam o Rio por cinco dias e agora retornam para seus estados.
A tônica da Culturata também foi pela solidariedade, com o lançamento de uma campanha da UNE para apoio às populações atingidas pelas enchentes na região Serrana do Rio de Janeiro. “Viemos mostrar a nossa disposição em ajudar as pessoas que perderam suas casas, que estão fragilizadas ou desalojadas, através da participação dos estudantes”, disse o presidente da UNE Augusto Chagas. Através do email souvoluntario@une.org.br, os jovens poderão se inscrever para atuarem, de acordo com sua formação específica, no suporte às vitimas e na reconstrução das regiões afetadas nos próximos meses.
Bienal chega ao fim
Essa Bienal da UNE foi a que mais integrou-se ao espaço natural e urbano, em um diálogo completamente harmonioso e saudavel com a capital carioca. As tendas montadas em diferentes pontos do Aterro do Flamengo, com entrada completamente aberta para a população, fizeram um evento democrático e versátil.
Cinquenta anos depois das experiências do Centro Popular de Cultura (CPC da UNE), que resultaram em obras icônicas da cultura brasileira, a sétima Bienal mostrou que o movimento estudantil está novamente afiado com essa atividade ao receber a inscrição recorde de trabalhos para suas mostras. Os muitos debates nas Arenas montadas e no Buteco Literário revelaram, também, que a UNE está afinada com as principais discussões do campo cultural brasileiro.
No entanto, a Bienal chega aos 12 anos de vida extrapolando definitivamente o viés artístico para ser um grande evento da diversidade da juventude. Exemplo disso foi o sucesso das atividades esportivas na Arena de Praia e na Arena Radical. Foi também uma forma de homenagear a cidade que, nessa década, receberá os dois maiores eventos esportivos do mundo.
Os shows da Bienal, um dos seus pontos fortes em todas as edições, também não deixaram por menos. Totalmente sintonizados com o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”, tiveram a estrela de artistas como Beth Carvalho, que mesmo por pouco tempo. incendiou os estudantes na abertura do evento, e Elza Soares, que protagonizou uma apresentação histórica , com o grupo Farofa Carioca, no dia do padroeiro do Rio de Janeiro.
10 MIL ESTUDANTES
25 SHOWS
15 DEBATES
MAIS DE 40 DEBATEDORES
1101 TRABALHOS INSCRITOS
MAIS DE 100 HORAS DE ATIVIDADES
130 ONIBUS DE TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS
10 TIMES DE 10 ESTADOS NO PRIMEIRO CAMPEONATO DE FUTEBOL
documento extraido do site: http://www.une.org.br/
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CONEB e Bienal da UNE e 1º encontro nacional de gremios Rio de Janeiro º
Juventude lança "Carta aberta à presidenta Dilma Rousseff" na 7ª Bienal da UNE
Documento é resultado do debate realizado no Aterro do Flamengo

Durante as atividades da 7ª Bienal da UNE, o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), em conjunto com a Coordenadoria da Juventude do Município do Rio de Janeiro e outras organizações do movimento social realiza o “4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis”. A atividade fez parte da programação da manhã do penúltimo dia da 7ª Bienal da UNE.
À mesa o secretário geral da juventude do PDT, Darcy Gomes, a professora da Universidade Católica de Salvador, Mary Castro, o presidente do Conjuve, Gabriel Medina, o presidente do CPC da UMES, Gabriel Alves, a antropóloga, pesquisadora e professora da UFRJ, Regina Novaes. O vice-presidente da UNE, Tiago Ventura e dirigentes de juventudes partidárias também estiveram no debate, que tinha como missão elaborar uma carta aberta à presidência da república com as reivindicações da juventude para o próximo período.
“Queremos um lugar para a juventude no plano nacional de desenvolvimento para o Brasil”, afirmou o presidente do Conjuve ao iniciar os trabalhos. A construção da 2ª Conferência Nacional de Juventude, a proposta da UNE no Plano Nacional de Educação (10% do PIB para a área de ensino) estiveram na pauta do “Diálogo”.
Esteve em destaque, a necessidade de que a Secretaria Nacional de Juventude tenha status de ministério, ganhando mais respaldo e financiamentos para a execução das Políticas Públicas de Juventude (PPJs). “É preciso avançar com a Política Nacional de Juventude”, pontuou Darcy Gomes, que representa a juventude partidária no Congresso e sabe bem o que significam as conquistas no legislativo.
“Já são mais de 50 milhões de jovens brasileiros com idades entre 15 e 29 anos”, afirmou participante em sua intervenção defendendo que é preciso sim ter um outro olhar para essa camada da população que, se antes era o futuro do Brasil, agora é o presente. “A juventude é o espelho retrovisor da sociedade”, concordou Regina Novaes, demonstrando que essa população é também um balizador do pensamento da sociedade. “A juventude é mais um canal, por isso é hora de ganhar corações e mentes”.
“Estamos investindo em temas que convergem com aqueles defendidos pelo Conjuve. Muitos pontos da ‘Carta’ com certeza estarão na nossa jornada de Lutas”, afirmou Ventura, convocando às ruas no mês de março todas as juventudes presentes.
Medina afirmou que a juventude está indo às ruas para lutar por seus direitos e por mais conquistas, e tem o apoio dos movimentos sociais. O presidente da União da Juventude Socialista (UJS), André Torkarski saudou a UNE por abrir espaço para o encontro. Ele ressaltou que o documento final produto do ‘4º diálogo’ tem o objetivo de “reunir os pontos em comum com as diversas organizações sociais”. Ele defendeu, por fim, que a “juventude deve ser protagonista” do projeto de desenvolvimento que se desenha para o Brasil.
Mari Castro, por sua vez, declarou que não considera o termo ‘protagonismo juvenil’ o mais adequado. “O jovem é um sujeito político de mudanças sociais. É ele quem vai reinventar o jeito de fazer política”.
Todos defenderam que é grande a expectativa para a 2ª Conferência Nacional de Juventude. “Que seja um espaço de reflexão e debate crítico ampliado com toda a juventude. Isso e é papel de vocês”, provocou Mari ao concluir.
Leia o documento resultante do debate e endereçado à presidenta Dilma Rousseff
Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff
Por uma política de juventude articulada com o desenvolvimento do Brasil
Nós entidades, organizações do movimento juvenil brasileiro e ativistas das políticas públicas de juventude, reunidos em mais uma edição do Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis avaliamos que por muito tempo o Estado Brasileiro tratou a temática juvenil de forma meramente reativa. Nos últimos anos, no entanto, o tema ganhou maior visibilidade devido à organização e esforço de movimentos juvenis, forças políticas e sociais que produziram relevantes iniciativas.
Acreditamos que o grande marco que representa o avanço nesta trajetória deu-se no Governo Lula com a institucionalização das PPJ no Brasil através da criação da Secretaria, do Conselho Nacional de Juventude e do ProJovem a partir de 2005. Tais iniciativas deixaram um importante legado e criaram condições concretas para que esta pauta avance ainda mais no Governo da Presidenta Dilma Rousseff.
A nossa juventude vem sendo contemplada também com mais Escolas Técnicas Federais, ampliação do acesso ao ensino superior com PROUNI e REUNI, mais cultura e esporte com os Pontos de Cultura e as Praças da Juventude, dentre outros diversos programas e projetos, que apesar de não serem exclusivos de juventude, beneficiam diretamente milhões de jovens no Brasil. Temos que valorizar o avanço e o fortalecimento que o Projovem integrado trouxe a política de juventude. Esse programa colaborou e ajudou a tirar as PPJs da invisibilidade, bem como garantir direitos para parcela da juventude brasileira mais excluídas.
Além disso, o Governo Lula optou por realizar um amplo processo participativo por meio da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude que envolveu mais de 400 mil pessoas, num processo complexo de mobilização, onde 22 propostas foram priorizadas.
Compreendemos, entretanto, que a soma dos esforços realizados até agora, fazem parte de um ciclo inicial que cumpriu um importante papel até aqui, mas, que neste momento, não é suficiente para que as políticas de juventude se consolidem e sejam sustentáveis numa verdadeira política de Estado.
É imprescindível a forte presença e engajamento das juventudes partidárias, entidades e movimentos juvenis, intelectualidade e organizações da sociedade comprometidas com esta pauta, na caminhada pela emancipação da juventude e consolidação das políticas públicas de juventude.
Consideramos como fundamentais para que a Política de Juventude Brasileira possa avançar já nesse início de Governo Dilma os seguintes elementos:
· Estruturar Sistema Nacional de Juventude com os três entes federados (União, Estados e Municípios) articulados, buscando a equidade, tendo fontes de financiamento claras e específicas para as políticas de juventude com mecanismos diversos de controle e participação social da juventude nesse sistema;
· Trabalhar com a perspectiva de conferir “status ministerial” à Secretaria Nacional de Juventude, a exemplo da SEPPIR e SPM; Aprofundar a democracia participativa através do fortalecimento do Conjuve e da rede de conselhos de juventude e da realização da 2ª Conferencia Nacional de Juventude em 2011;
· Estruturar uma Política Nacional de Juventude Universal fortalecendo uma nova estratégia interministerial articulando e integrando os atuais e novos programas específicos de juventude;
Se faz necessário fortalecer a perspectiva geracional juvenil nas políticas públicas setoriais assegurando a transversalidade do tema; priorizar políticas públicas voltadas para a integração educação e trabalho, focando na reestruturação do Ensino Médio aproximando-o da realidade juvenil; reduzir a letalidade juvenil por homicídios ou por acidentes de trânsito; preparação para os cenários de Olimpíadas, Copa do Mundo, Pré-sal; e estruturação do serviço de banda larga. Sempre aprofundando a linha de investir e valorizar a diversidade juvenil combatendo o racismo, machismo e homofobia e impulsionar as políticas de inclusão social referenciadas no território.
Acreditamos na viabilidade dessas ideias e nos colocamos à disposição para juntos construirmos o próximo capítulo da história da política de juventude brasileira.
Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2011
4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis13º CONEB da UNE convoca a Jornada de Lutas 2011
Ato da UNE e UBES reuniu milhares de estudantes no Maracanãzinho; estudantes das escolas e universidades brasileiras foram chamados a lutar pelas principais bandeiras do movimento estudantil no Plano Nacional de Educação (PNE): 10% do PIB e 50% do fundo do pré-sal para a Educação

Na manhã da última segunda-feira (17), a UNE e a UBES convocaram oficialmente os estudantes a mobilizarem cada aluno de suas escolas e universidades a participarem da Jornada de Lutas 2011. Durante uma semana no mês de março, jovens de todos os estados devem sair às ruas, em atos e manifestações, chamando a atenção da sociedade e do governo sobre as reivindicações do movimento estudantil.
Nesta edição da Jornada de Lutas das entidades estudantis, o Plano Nacional de Educação (PNE) centraliza os debates, especialmente no que se refere ao financiamento. Com o slogan "Por um PNE que esteja a serviço do Brasil", a mobilização estudantil "vai exigir que 10% do PIB nacional sejam investidos em Educação, assim como 50% do Fundo Social do Pré-sal", disse o presidente da UNE, Augusto Chagas.
Sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), cujas diretrizes foram elaboradas em 2010 pelo movimento educacional durante conferência, foram aprovadas resoluções que são emendas para alterar a proposta final apresentada pelo MEC ao Congresso. Entre elas, há duas questões que se destacam: a demanda de que a meta de investimento em educação seja de 10% do PIB e a batalha por 50% do Fundo Social do pré-sal para Educação. Quanto a esta pauta, Augusto convocou: "Essa luta não se finda com o veto do presidente Lula. Vamos lutar pela derrubada do veto e, também, pela incorporação dessa bandeira no texto do PNE".
Ato político
Tais bandeiras arrastarão multidões de estudantes no próximo mês de março. O ato reuniu entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Parlamentares, também prestigiaram o ato, que lotou o ginásio. Estavam presentes na mesa os deputados Paulo Rubem (PDT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), além dos senadores que constantemente defendem os interesses dos estudantes no parlamento: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Fátima Cleide (PT-RO), Inácio Arruda (PCdoB-CE).
ANPG convoca campanha pelo reajuste das bolsas de pesquisa
| Ocorreu reunião da diretoria da ANPG na última sexta-feira (21), no auditório do Museu da República, Rio de Janeiro (RJ), durante as atividades da 7ª Bienal da UNE |
| Mobilizações Informes
Moção de repúdio ao corte e pela recomposição imediata dos Orçamentos do MCT e do MEC Moção em defesa da garantia dos direitos trabalhistas nas Instituições Privadas de Ensino Superior Moção em defesa do auxílio moradia aos médicos residentes ANPG. |
documento extraido do site : http://www.une.org.br/